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Filha de milionário da Mega-Sena pede R$11 milhões

26/07/2008 11:04:03

Renata Senna, a filha do milionário da Mega-Sena buscar, Renné Senna, morto a tiros em janeiro de 2007, pediu à Justiça a liberação de R$ 11 milhões para que possa sair do país. Ela briga em processo pela fortuna do pai com a viúva Adriana Almeida, acusada de ser a mandante do crime. O pedido de Renata foi apresentado à Vara Cível de Rio Bonito, na Baixada Litorânea fluminense.

Segundo a assessoria do Tribunal de Justiça, o pedido da herdeira de Renné Senna ainda não foi apreciado pelo juiz. O processo está no Ministério Público e ainda não chegou a 1º Vara de Rio Bonito.

Ainda de acordo com a assessoria do Tribunal, o que foi deferido pela juíza é a expedição do alvará e um débito para manutenção do patrimônio do milionário.

Os bens da vítima estão bloqueados desde o início do ano passado e a herdeira é a inventariante do patrimônio deixado pelo ex-lavrador que se tornou milionário ao ganhar R$ 52 milhões na Mega-Sena. O julgamento dos acusados pelo assassinato está marcado para o próximo dia 7. Procurado pelo G1, o advogado de Renata não se pronunciou.

Herdeira alega falta de segurança

No documento, com data de 18 de junho de 2008, o advogado de Renata pede a quantia e diz que, pela repercussão do caso, ela “não manifesta mais o interesse de permanecer em nosso país”, bem como teme sofrer algum tipo de vingança dos acusados.

A petição alega ainda que a herdeira ficou com o "ônus humilhante de ter que depender de terceiros para garantir sua subsistência" e que a caderneta de poupança é somente um dos bens que compõem o espólio e que "representa 40% de sua parte legítima e incontestável, que por lei lhe é garantida".

Entre os números especificados no requerimento, o advogado de Renata diz que a decisão não vai causar o "esvaziamento econômico do inventário", que terá ainda cerca de R$ 33 milhões, além de R$ 9 milhões em bens imóveis.

Acusado quer levar herdeira ao júri à força

Acusado de ser o autor dos disparos que matou Renné, o ex-PM Anderson Souza tem Renata como uma de suas testemunhas. Preocupado com a ausência da herdeira no dia do julgamento, sua defesa entrou com petição que pede que ela seja conduzida pela polícia caso falte a audiência.

"A idéia é que os advogados e, não só a juíza, possam lhe fazer perguntas. O que não aconteceu nas outras etapas do processo", explica o advogado Mauricio Neville, que, no recurso, chama a presença de Renata de "imprescindível".

Fonte: G1

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