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Justiça nega desbloqueio de bens de Renné Senna

18/07/2012 10:03:59

Lívia Louzada

A Justiça negou o pedido de desbloqueio dos bens do milionário da Mega Sena, Renné Senna. O pedido havia sido feito pela viúva Adriana Almeida, mas na última quarta-feira (11), a decisão da juíza Roberta dos Santos Braga, da 2ª Vara de Rio Bonito, foi publicada pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Em novembro de 2011, a fortuna de Renné estava estimada em R$ 100 milhões. A informação foi publicada no site G1.com.

Segundo o site de notícias do portal Globo.com, a Promotoria teria explicado a decisão da juíza. De acordo com o órgão, o processo em que Adriana foi absolvida em primeira instância, ainda está tramitando, e por esse motivo o desbloqueio só poderia acontecer após a decisão final. “O desbloqueio dos bens e valores da denunciada só pode ocorrer após sentença absolutória transitada em julgado, independentemente do recurso ministerial ter efeito suspensivo ou não, pois o envolvimento da acusada na prática do crime imputado ainda será analisado pelos Tribunais”, informou o órgão.

Para o site, o advogado da herdeira Renata Senna, Marcus Rangoni disse que a decisão da juíza foi baseada em dois outros processos que ainda estão tramitando. O primeiro seria o pedido que o Ministério Público fez de cancelamento do julgamento de Adriana Almeida. Já o segundo processo, seria a ação que tenta excluir a viúva da herança. O advogado da herdeira também disse que Renata “recebeu com satisfação e aguarda ainda que o julgamento seja anulado”.

Quem não gostou nada da decisão, deve ter sido o advogado de Adriana, Jackson Costa. Para a reportagem do site, o advogado disse que a decisão da juíza Roberta foi parcial. “Essa decisão já era de se esperar. Ela (juíza) não agiu direito, ela foi parcial e decidiu com emoção. É uma decisão absurda. A juíza quis prejudicar a Adriana. Tecnicamente, a Adriana tem direito por esses bens”, afirmou o advogado, que ainda completou dizendo que quando for formalmente comunicado, vai recorrer da decisão.

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