

24/10/2011 18:23:11

NOSTALGIA DE TANTA COISA
Hoje tive vontade de chorar. Desabafar em lágrimas as tristezas que ora sinto pelas perdas, pelas ausências e pelos desencontros. Deletei os “porquês”, excluí o “talvez” por alimentar mais dúvidas e preferi ficar com o “para que”. Este último evidencia algo pedagógico com valor intencional de aprendizagem para a vida e para o amadurecimento. Preferi entender assim para não sofrer mais. Mesmo com todas as análises que fiz, o choro não saiu; ficou preso o grito; as lágrimas não desceram.
Naquele momento, me olhei no espelho e percebi meus olhos vermelhos e brilhantes com lágrimas que bailavam dentro deles, porém não molharam meu rosto. Mediante a cena, me apoiei na fé e encontrei nela a paz que precisava para prosseguir. O dia só estava começando, como o desenvolveria se me entregasse à nostalgia? Precisava encarar, chegar ao fim de mais um compromisso e dizer, em seu término: “Venci!”.
Só em pensar que minha vida é um prêmio, consigo entender idas e vindas, achados e perdidos, o adeus e o até daqui a pouco como meras instâncias de seres humanos que foram escolhidos para experimentar a vida com seus conflitos e turbulências, amargar as interrupções e saborear os bons momentos compartilhados.
Quando ainda era informe, já havia um plano traçado para minha existência. Sou fruto de uma meta divina que deu certo: estou aqui. E pretendo continuar para, quando chegar ao fim de minha carreira, dizer ao Deus que me deu forma: “Quero ter Te agradado, apesar de tudo o que o mundo me proporcionou”.
Todo fim significa um novo início. Etapas envoltas em mistérios, resguardam a sabedoria de um Deus Trino que cuida, zela e preserva tudo o que Lhe pertence.
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