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Privatizada, BR-101 terá cinco praças de pedágio

17/03/2008 10:20:50

Guilherme Duarte

Quem trafega pela BR-101, no trecho entre Niterói e o Espírito Santo, pode se preparar para colocar a mão no bolso a partir de agosto, quando começa a cobrança de pedágio na rodovia. É que a empresa OHL Brasil e o Governo Federal assinaram, no último dia 14 de fevereiro, um contrato de privatização do trecho compreendido entre a Avenida do Contorno, em Niterói, e o estado do Espírito Santo. De acordo com a OHL – que também vai administrar outras quatro rodovias federais –, nos 320 quilômetros da BR-101 serão instaladas cinco praças de pedágio, que ficarão localizadas nos seguintes pontos: Km 302 (Manilha), Km 250 (Rio Bonito - 2,5km antes da entrada do Caxito), Km 195 (Casimiro de Abreu - próximo a entrada de Rio Dourado), Km 121 (Macaé) e Km 40 (Campos). A tarifa do pedágio deverá ficar em torno de R$2,25, ou um pouco acima desse valor se a empresa fizer a correção, como prevê o contrato. A concessionária responsável pela administração deste trecho será a Autopista Fluminense, que já está instalando sua sede em Rio Bonito.

No total serão investidos R$ 4,2 bilhões, nos próximos cinco anos, na melhoria da infra-estrutura e de serviços nas cinco rodovias privatizadas pelo governo federal. O contrato prevê nos primeiros seis meses de concessão, que tem duração de 25 anos, obras emergenciais que incluem melhoria da pavimentação das pistas, sinalização vertical (placas e indicadores), sinalização horizontal (pintura de faixas de rolamento), iluminação e dispositivos de segurança, entre outros. No trecho da BR-101 entre Silva Jardim e Macaé, onde o estado da pista é precário, funcionários da empresa já estão tapando os buracos no asfalto, fazendo a limpeza dos acostamentos e abrindo áreas de escape às margens da rodovia.

Mais segurança na estrada

Outras melhorias visando dar mais proteção e segurança aos motoristas também estão sendo realizadas, como limpeza e caiação de barreira rígida (20.200 metros); pintura de faixas (94.602 m²); pinturas de sinais e zebrados (3.180 m²); instalação de placas de sinalização refletiva (1.790 m²) e semi-refletiva (1.190 m²); instalação de balizadores (320 unidades), além de recomposição de guarda-corpos (1.330 metros); implantação de guarda-corpo (670 metros); pintura de guarda-corpo (45.890 metros).

Operários também trabalham na limpeza de valas (49.180 metros); escavação mecanizada de vala (13.330 m³); limpeza de bueiros e galerias (17.200 m³); limpeza de canaletas revestidas com concreto (18.230 metros). Canteiro central e faixa de domínio: limpeza e remoção de entulho (448.000 m²).

Quatro bases da Polícia Rodoviária Federal serão reformadas e serão feitos serviços de recuperação integral de todos os sistemas elétricos e de iluminação existentes ao longo da rodovia, nos acessos, trevos, entroncamentos e passarelas. No mesmo período, a Autopista Fluminense reformará e recuperará o posto de pesagem fixa existente no km 269 e colocará seis postos de pesagem móvel ao longo da rodovia.

Atendimento ao usuário

A partir do sétimo mês, terão início os serviços de atendimento aos usuários, incluindo atendimento médico de emergência em acidentes e serviço de guincho para veículos avariados na rodovia. A Autopista Fluminense implantará sete Bases de Serviços Operacionais (BSOs) ao longo da BR. Nessas bases estarão lotadas as equipes que serão responsáveis pelos serviços de atendimento de emergência, incluindo o de combate a incêndios e de apreensão de animais na faixa de domínio. Um centro operacional, que coordenará todos os BSOs, funcionará na sede da Autopista Fluminense. Para a operação do sistema de socorro médico de emergência, 24 horas por dia, serão contratados 18 médicos, 62 atendentes paramédicos, 18 enfermeiros e 48 motoristas, que se revezarão em equipes alocadas em sete ambulâncias de resgate e quatro de suporte avançado. Além disso, cinco médicos ficarão baseados no centro operacional, em revezamento 24 horas. A BR-101/RJ contarás com oito guinchos (pronto socorro mecânico e remoção). Serão alocados também dois caminhões para o combate a incêndios e apreensão de animais nas pistas.

Monitoramento

Serão instalados sistemas de circuito fechado de TV ao longo da estrada (em pedágios, trechos urbanos e principais acessos, trevos, passarelas, postos da polícia, de pesagem etc.), com 107 câmeras. Sete veículos farão a inspeção do tráfego. Serão implantadas duas estações de monitoramento meteorológico, para avaliar informações sobre chuvas (granizo, chuva prolongada, neblina, calor na pista etc). Para o sistema de telefonia de emergência, será instalado um par de call-box a cada quilômetro. Esses telefones se comunicarão diretamente com a mesa de atendimento do centro operacional. Entre os novos equipamentos e sistemas, também serão instalados 11 painéis de mensagens variáveis. Os painéis serão instalados em pontos estratégicos da rodovia. Seu objetivo será oferecer ao usuário informações instantâneas e atualizadas sobre as condições de operação do sistema.

No médio e longo prazo, estão previstas a duplicação de 232 quilômetros de rodovia, a construção da terceira faixa em 271 quilômetros, 62 trevos, 167 quilômetros de contornos/variantes, 159 passarelas e 45 postos de serviços de atendimento ao usuário (Sau).

Cobrança não agrada os usuários

Apesar da promessa de melhorias na Rodovia BR-101, a cobrança de cinco pedágios não agradou em nada os usuários da via. “Sou totalmente desfavorável à privatização de estradas. É nosso direito ter boas rodovias. De vez em quando vou para a faculdade de carro devido a super lotação do ônibus universitário. O gasto com o combustível e estacionamento já era grande, e agora somado com o valor do pedágio vai ficar muito maior”, disse o universitário Rafael Barreto, de 21 anos.

Outro que não apoiou a concessão do trecho à iniciativa privada foi o professor de Educação Física, Tiago Mello. “Isso é um absurdo. Já pagamos impostos caríssimos, inclusive para a manutenção e construção das nossas rodovias. Ter boas estradas é um direito meu e um dever do Estado. Pagando os pedágios estaremos pagando duas vezes”, reclamou Tiago.

Mas há também quem aprove a concessão. É o caso do motorista Luis Cláudio Souza, de 38 anos. “Prefiro pagar pedágio a passar por uma estrada sem a menor manutenção. Sem contar a praticidade do serviço SOS oferecido pelas concessionárias. Outro dia, meu carro quebrou na estrada e fiquei horas esperando socorro.”, disse Luis Cláudio.

As outras rodovias que passam a ser administradas pela empresa são a Fernão Dias (BR-381), entre Belo Horizonte e São Paulo; a Régis Bittencourt (BR-116), entre Curitiba e São Paulo; o trecho da BR-116 de Curitiba até a divisa de Santa Catarina com o Rio Grande do Sul (com de 412 quilômetros); e os trechos da BR-116, BR-376 e BR-101, entre Curitiba e Florianópolis.

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