

25/11/2010 08:26:27
Flávio Azevedo
A escolha da nova mesa diretora da Câmara de Vereadores de Rio Bonito, que já vinha sendo articulada nos bastidores da Casa há algum tempo, se tornou o assunto principal do Legislativo nas últimas semanas. Para variar, a sucessão está repleta de polêmicas, desconfiança e troca de acusações. Os parlamentares estão divididos em dois grupos. O primeiro, composto por seis parlamentares, apoia a candidatura do vereador Marcus Botelho (PR). O segundo, que conta com quatro vereadores, votaria em Humberto Belgues (PSDB), candidato da situação.
Na última quinta-feira (18), antes de iniciar a sessão, os ânimos estavam exaltados entre os parlamentares que dão sustentação a candidatura de Marcus Botelho. O motivo do destempero foi o suposto desaparecimento do projeto de resolução que definiu a data da escolha do novo presidente (30 de novembro) e a confecção da ata da reunião anterior (terça, 16), quando o projeto de resolução foi aprovado por unanimidade.
Um dos mais exaltados era o vereador Carlos Cordeiro Neto, o Caneco (PR). “É um absurdo o que está acontecendo! Ninguém quer arrumar confusão, mas as coisas são feitas de determinada maneira que não tem como ficar quieto!”. Já o vereador Marcus Botelho, muito alterado, dava murros na mesa da tribuna e dizia: “esta Casa não tem dono! Isso aqui é uma casa de Lei, e não casa de bandido! Vai ter terror! Vai ter terror! As coisas estão sendo feitas com maldade!”, esbravejou.
Iniciada a sessão, o vereador Carlos Cordeiro, mais tranquilo, fez uma emenda na Ata e esclareceu: “a emenda altera o dia da eleição e o prazo de apresentação das chapas para o dia 30 de novembro, até as 17h”. Caneco também pediu ao presidente da Casa, vereador Fernando Soares (PMN) uma cópia do que será publicado pela Casa.
O que aconteceu
De acordo com o procurador geral da Câmara, François Ranieri, o projeto de resolução estava em poder do vereador Humberto, que é o presidente da Comissão de Constituição de Justiça e Redação. “Na sessão anterior, eu havia feito o projeto de resolução, entreguei aos vereadores do grupo de Botelho, mas eles fizeram várias mudanças. Como Humberto é da Comissão de Justiça e Redação, ele ficou com o projeto para analisar as mudanças”.
O procurador afirmou que os vereadores queriam que ele redigisse novamente o projeto de resolução, “mas eu não tinha como fazer, porque eu não me lembro das mudanças que foram feitas por eles. O que eu redigi, eu lembro, mas eles fizeram várias alterações. Eu pedi que eles escrevessem a resolução. Se eles escrevessem, que não teria nenhum problema eu digitar, mas, infelizmente, entenderam que eu estava de má vontade”, esclareceu.
O presidente Fernando Soares confirma o apoio ao vereador Humberto e afirma que não está participando do processo de sucessão da mesa diretora. Sobre os boatos espalhados nas últimas semanas, que ele estaria apoiando Marcus Botelho, o presidente destacou que não é verdade. “Eu nem acredito que estejam dizendo isso, porque eu dei a minha palavra a Humberto. Como eu estava me desgastando muito, eu me afastei desse processo, mas a minha palavra está dada a Humberto”, garantiu.
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