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Flávio Azevedo

26/11/2010 08:34:24



Capivari...

Na última terça-feira (16), nós participamos em Silva Jardim, do lançamento da primeira moeda social do estado do Rio de Janeiro, o “Capivari”. Na ocasião, também foi inaugurado o Banco Comunitário Capivari (BCC), responsável pelos negócios que serão realizados com a nova moeda. Durante a festividade que se seguiu ao longo do dia, o silvajardinense mais satisfeito com a implantação da moeda, sem dúvida, foi o prefeito Marcello Zelão (PT).

Contudo, o olhar crítico do repórter percebeu algumas lições que deveriam ser assimiladas pelas nossas autoridades, e por que não, pela população. A primeira lição eu ouvi da produtora rural Zeni Rodrigues, 53 anos. Questionada se o Capivari iria mudar o cenário econômico de Silva Jardim, ela disse que tem esperança, mas ressaltou que “PIOR DO QUE ESTÁ NÃO PODE FICAR!”.

Enquanto os meus olhos buscavam o próximo entrevistado, a declaração de dona Zeni martelava a minha a mente e esse artigo começava a nascer. A ideia de escrever alguma coisa sobre o tema foi ganhando consistência, a partir do momento que eu comecei a visitar as lojas do centro comercial da cidade onde ouvi a segunda lição. Numa loja de informática, por exemplo, ao ser perguntando pela implantação do Capivari, o gerente Jean Carlos Bastos, 20 anos, aprovou a iniciativa, mas se manteve reticente quanto ao projeto. A desconfiança do silvajardinense me intrigou.

Na butique Alzira Modas, nós ouvimos da comerciária Josiane Barreto, 29 anos, a declaração mais contundente: “nós esperamos do poder público, iniciativas como essa, MAS O POVO PRECISA COLABORAR”. Na verdade, eu pensava escrever sobre aqueles que dilapidaram os cofres silvajardinsneses. Todavia, eu percebi que a espoliação que aconteceu na cidade tem outros culpados, além dos corruptos e incompetentes que povoam, como vorazes gafanhotos, as cidades da nossa região. Isso acontece, porque o povo é letárgico, oportunista e tem medo de se mobilizar.

Aliás, cada vez que estudamos e analisamos a sociedade, fica muito nítido que o cidadão é o principal responsável pelas mazelas que atingem todas as esferas de poder. Também fica claro que as nossas escolhas egoístas e individualistas são tiros de 12 em nossos pés. O balconista Marcelo Igor Vasconcelos, 28 anos, deu uma dica para que o Capivari dê certo. Segundo ele, “a expectativa é a melhor possível, MAS O POVO TEM QUE COLABORAR!”.

Diante deste cenário surge uma pergunta que não quer calar: porque o povo não colabora? Porque ele é tão mesquinho? Porque ele quer levar vantagem em tudo? Aliás, diga-se de passagem, subir na vida escalando as costas dos outros é uma triste e dura realidade da vida pública no Brasil. Se pararmos para uma fria análise da sociedade brasileira, nós veremos a seguinte realidade: gente vendendo o voto, achando que está levando vantagem sobre alguém; e gente comprando o voto, acreditando que está dando uma volta em alguém.

Quando estou conversando sobre isso, lembro do conselho do apóstolo Paulo ao seu pupilo Timóteo (6.10). “Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores”. Também me lembro de Rui Barbosa que escreveu: “de tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto”.

É por essas e por outras que estamos lançando a campanha “OXIGENAÇÃO POLÍTICA JÁ!”, onde nós vamos cobrar, nas eleições de 2012, mais transparência e menos picaretagem, de candidatos e ELEITORES.

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