

09/11/2010 21:55:00
Foi reeleita nesta quinta-feira (28), por unanimidade, a diretoria do Sindicato Rural de Rio Bonito, que apesar de ter o produtor rural Joselio Grijó Salgado como presidente pela terceira vez, tem novos nomes na composição da diretoria. Apesar de contar com cerca de 126 associados, apenas 14 estavam aptos a votar – já que segundo o estatuto, só tem direito de voto, aqueles que estiverem em dia com a contribuição sindical –, e destes, apenas 12 votaram na única chapa que participava da ‘disputa’.
Segundo o presidente reeleito Josélio Salgado, ele tentou encontrar outras pessoas que quisessem assumir o cargo na disputa, “mas ninguém quis”, afirmou .
“Quem está na diretoria não ganha nada por isso, quem participa, faz por amor. Acho que se fosse remunerado todo mundo ia querer. Infelizmente o produtor está retraído, não participa do Sindicato, que na verdade é a casa dele”, disse Josélio, de 76 anos.
Apesar da pouca colaboração da maior parte dos produtores rurais da cidade, Grijó faz planos de mudança para a entidade.
“Temos que dar uma sacudida no Sindicato, queremos atrair o produtor. Já pintamos a fachada, que não era reformada desde 1965, e agora vamos fazer uma reunião com a nova diretoria e elaborar um plano de ação”.
O supervisor do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e instrutor da Federação da Agricultura do Estado do Rio de Janeiro (FAERJ), Marcos André Ravizzini Lima, estava fiscalizando a eleição. Segundo ele, é importante que o produtor se envolva com o Sindicato Rural, já que os recursos que os municípios recebem dos governos estadual e federal, são proporcionais as produções de cada cidade.
“Às vezes o desconhecimento dos produtores de que o Sindicato é o representante da categoria, faz com que eles não procurem o órgão, mas ele é o representante dos produtores, na hora de estabelecer as necessidades dos trabalhadores rurais para o Senar ou para o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), por exemplo. É ele (o sindicato) que representa a atividade dessas pessoas para os órgãos”, explicou Marcos.
Ravizzini também esclareceu que os novos nomes na chapa que foi eleita, podem representar uma renovação para a instituição, mas mesmo assim os produtores devem cobrar do Sindicato, a prestação de serviços. “Penso que teria que haver mais benefícios para o sindicato oferecer, como ações relacionadas a cultura e luta por preços melhores para a categoria”, pontuou.
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